Conheça outros tipos de cirurgia do aparelho digestivo

Quando falamos de cirurgia relacionadas ao aparelho digestivo, diretamente se pensa na cirurgia bariátrica e nos procedimentos que tem como finalidade o emagrecimento. Entretanto, existem diversas outras cirurgias ligadas a esse mesmo aparelho, mas com finalidades e causas diferentes.

Dessa forma, a clínica Lifelev preparou esse material para que você conheça outros tipos de cirurgia do aparelho digestivo e responder: o que é um cirurgião do aparelho digestivo?

Cirurgia do aparelho digestivo - Lifelev

O que é um cirurgião do aparelho digestivo?

Cirurgiões do aparelho digestivo são especialistas no tratamento cirúrgico e não cirúrgico. Eles são especialistas em procedimentos de doenças do esôfago, estômago, duodeno, intestino delgado, cólon, pâncreas, baço, fígado e hérnias da parede abdominal. Sendo assim, eles completaram o treinamento cirúrgico avançado no tratamento das doenças do aparelho digestório, assim como formação em cirurgia geral.

Todavia, os cirurgiões certificados pelo CBC (Colégio Brasileiro de Cirurgiões), ou CBCD (Colégio Brasileiro de Cirurgia Digestiva) devem passam por testes intensivos (prova de título), após treinamento por anos em cirurgia. Assim, estes cirurgiões passam a ter reconhecimento e habilitação pela sociedade certificadora.

 

Colecistectomia

Colecistectomia é um procedimento cirúrgico que consiste na retirada da vesícula biliar, que é um órgão localizado próximo ao fígado.

Uma vez que a função da vesícula é ajudar na digestão de gorduras. Além disso, também é onde se concentra a bile, líquido gerado pelo fígado que é despejado no intestino, próximo ao duodeno.

 

Colecistectomia Laparoscópica

Essa é a modalidade mais utilizada atualmente, por ser pouco invasiva. Portanto, o paciente é liberado rapidamente após a cirurgia, em apenas 1 dia.

Ainda, as possíveis complicações se manifestam em apenas cerca de 4% dos pacientes, enquanto a taxa de mortalidade não chega a 0,1%. 

 

Hérnia inguinal

A hérnia é a protrusão (saliência) de parte do conteúdo intra-abdominal, dentro da barriga. Por exemplo, a parte protuberante pode ser tecido adiposo, alças de intestino grosso ou intestino delgado. Ou seja, ela pode sair por meio de um orifício na parede da região inguinal (virilha) que pode ocorrer em um lado ou ambos os lados.

Sendo assim, elas podem ser congênitas (erro do fechamento da região inguinal que ocorre logo após o nascimento), ou podem ser adquiridas em qualquer fase da vida. Desse modo, a hérnia inguinal representa aproximadamente 75% da doença herniária no adulto, atinge cerca de 13% da população masculina e 2% da feminina.

 

Sinais e sintomas

As pessoas que têm hérnia inguinal são geralmente capazes de observar uma saliência na região da virilha, em um ou nos dois lados. Contudo, essa saliência, que fica embaixo da pele, se torna mais evidente quando a pessoa tosse, ergue peso ou faz força. Logo, muitos indivíduos sentem desconforto ou dor (fraca ou forte) quando fazem esforço físico excessivo. Assim, após alguns meses ou anos, a hérnia pode aumentar de volume e, em algumas pessoas, pode comprometer até a bolsa escrotal. 

 

Diagnóstico

A hérnia  é diagnosticada pelo exame da região inguinal realizado pelo médico. Tal exame é o bastante para diagnosticar praticamente todos os pacientes. Sendo assim, o diagnóstico inicia-se pela obtenção do histórico clínico detalhado. Outras alternativas são o exame físico e o exame de ultrassonografia para determinar a presença de qualquer segmento herniário que o paciente possa apresentar na parede da região inguinal. 

 

Tratamento

A única forma de tratamento de uma hérnia inguinal sintomática é cirúrgica. Então, existem três formas de correção cirúrgica: aberta, laparoscópica e robótica. Já a cirurgia minimamente invasiva tem como objetivo a máxima preservação da anatomia com a mínima agressão ao organismo.

Os benefícios da cirurgia minimamente invasiva incluem: melhor resultado estético; menos dor pós-operatória; menor taxa de complicações; recuperação mais rápida; alta hospitalar precoce; retorno mais rápido às atividades habituais e maior conforto do paciente.

 

Hérnia de Hiato 

A hérnia de hiato corresponde a uma pequena estrutura que se forma quando uma porção do estômago passa por meio de uma região chamada de hiato esofágico. Portanto, ela é encontrada no diafragma e, normalmente, só deve permitir a passagem do esôfago.

Ainda assim, as causas da formação da hérnia de hiato não são muito bem esclarecidas. Porém, a obesidade, o excesso de atividades físicas, doença do refluxo e tosse crônica podem favorecer o surgimento.

Na presença desse tipo de hérnia, a porção inicial do estômago não se encontra na posição correta, que é abaixo do diafragma. Assim, é facilitado o retorno do conteúdo ácido para o interior do esôfago. Como consequência, pode levar à ocorrência do refluxo gastroesofágico e da sensação de queimação na garganta. 

 

Sintomas e Diagnóstico

Após observação de sintomas de refluxo, o médico pode diagnosticar a hérnia de hiato. Entretanto, a única forma de confirmar sua existência é fazendo um exame de imagem, como uma endoscopia ou um exame contrastado com bário, por exemplo.

Porém, a maioria das pessoas que tem hérnia de hiato não apresentam sintomas. Aquelas que têm, os sintomas costumam surgir cerca de 20 a 30 minutos após as refeições e tendem a desaparecer pouco tempo depois. Os principais são:

 

- Azia e queimação na garganta;

- Dificuldade para engolir;

- Tosse seca e irritativa;

- Sabor amargo frequente;

- Mau hálito;

- Arrotos frequentes;

- Sensação de digestão lenta;

- Vontade de vomitar frequente.

Mas esses sintomas também podem ser indicativos de refluxo. Por isso, é comum que o refluxo gastroesofágico seja diagnosticado antes da hérnia de hiato.

 

Tratamento

A perda de peso é a melhor opção de tratamento para a hérnia de hiato. Além de adequar a dieta, é recomendado evitar o consumo de alimentos com muita gordura ou muito condimentadas e ingerir bebidas alcoólicas. Já que estes alimentos são mais difíceis de serem digeridos e podem piorar os sintomas da doença.

Além disso, é importante realizar refeições leves, com pouca quantidade e comer a cada 3 horas para tratar os incômodos causados, assim como evitar deitar-se logo após comer e não beber líquidos nas refeições.

A cirurgia para a hérnia de hiato é indicada apenas em casos mais graves. Quando os cuidados com a alimentação não são suficientes para aliviar os sintomas causados pelo refluxo gastroesofágico ou quando há estrangulamento da hérnia, por exemplo. 

Esse tipo de cirurgia é feita através da laparoscopia, sob anestesia geral e a recuperação total leva cerca de 2 meses.

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